
Como nós atleticanos somos maioria no grupo.
Uma breve homenagem ao Galo e à volta da normalidade em Minas Gerais...
Nosso freguês está de volta...
GALO 3 x 0 Cruzeiro
12 de julho de 2009
Recentemente descobri o site www.portinari.org.br e nele uma série de obras que retratam, sem qualquer intenção de verossimilhança, músicos e estilos musicais do Brasil da primeira metade do século XX. Num período em que a música nacionalista se desenvolvia com grande fertilidade as artes plásticas também se voltavam para a cultura popular, não apenas retratanto seu valor, mas relendo-a através das lentes da arte moderna. Vale a pena dar uma olhada:

Cochichando - Pixinguinha Dm
Bole-Bole – Jacob do Bandolim A
Mimosa – Jacob do Bandolim Dm
Proezas de Sólon – Pixinguinha Dm
Assim Mesmo - Luís Americano Dm
Assanhado - Jacob A
Lamentos - Pixinguinha G
Sofre Porque Queres - Pixinguinha C
Ingênuo - Pixinguinha Dm
Noites Cariocas - Jacob do bandolim G
Doce de Côco Jacob do bandolim
Murmurando – Fon Fon G
Vibrações - Jacob do bandolim Dm
Cadência - Juventino Marciel Dm
Apanhei-te Cavaquinho - Ernesto Nazareth G
Receita de Samba - Jacob do bandolim G
Jamais – Jacob do Bandolim C
Flamengo - Bonfiglio de Oliveira G
Meu Chorinho - Jonas Silva Dm
O Regional de Choro é tradicionalmente formado por um ou mais instrumentos de solo (flauta, bandolim, clarinete ou saxofone) e pelo cavaquinho, violões e pandeiro no acompanhamento. O cavaquinho executa o "centro" da harmonia, um ou mais violões de 6 cordas (juntamente com o violão de 7 cordas) executam a harmonia e as variações/modulações, o violão de 7 cordas atua como baixo e o pandeiro faz a marcação de ritmo. O cavaquinho, apesar de possuir limitações com relação à sua extensão, também é usado como instrumento de solo.
O Choro, em sua essência, é um gênero musical puramente instrumental. Nos poucos Choros que possuem letra, pode-se dizer que grande parte foi escrita anos após o Choro ter sido composto ou mesmo anos após a morte do compositor.
Poderíamos dizer que o Choro, historicamente, começa a nascer na cidade do Rio de Janeiro no início do século XIX, com a chegada ao Brasil da família real portuguesa, que fugia da invasão de Napoleão e trazia consigo quinze mil europeus. Como conseqüência direta, a cidade do Rio de Janeiro passa por transformações urbanas e culturais sem precedentes. Músicos, novos instrumentos musicais e novos ritmos europeus chegam ao Rio de Janeiro e são imediatamente aceitos pela sociedade. Em pouco tempo, a cidade do Rio de Janeiro passa a ser conhecida, conforme dito pelo poeta Araújo Porto Alegre, como "a cidade dos pianos".
O Choro é o resultado da exposição do músico brasileiro aos estilos musicais europeus, essencialmente à polca (primeiramente apresentada no Rio de Janeiro em 1845), num ambiente musical já fortemente influenciado pelos ritmos africanos, principalmente o Lundu, já presente na cultura brasileira desde o final do século XVIII. Tal como o Ragtime nos Estados Unidos, o Choro surge em decorrência das influências dos estilos musicais e ritmos vindos de dois continentes: Europa e África.
A primeira referência ao termo "Choro" aparece na década de 1870, quando o flautista Joaquim Antônio da Silva Callado, considerado pioneiro nesse processo de fusão dos estilos e ritmos musicais europeus/africanos, cria um conjunto chamado "Choro Carioca". O Maestro e Professor Baptista Siqueira, biógrafo de Joaquim Callado, esclarece que "com o Choro Carioca, ou simplesmente "Choro de Callado", ficou constituído o mais original agrupamento musical reduzido do Brasil. Constava ele, desde sua origem, de um instrumento solista (a flauta), dois violões e um cavaquinho, no qual somente um dos compositores sabia ler a música escrita: todos os demais deviam ser improvisadores do acompanhamento harmônico".

De onde vem a palavra “Choro”?
Há controvérsias, entre os pesquisadores, sobre a origem da palavra "Choro".
O verbete pode ter derivado da maneira chorosa de se tocar as músicas estrangeiras ao final do século XIX, e os que assim a apreciavam passaram a denominá-la música de fazer chorar. Daí o termo Choro. O próprio Conjunto de Choro passou a ser denominado como tal, como por exemplo, o "Choro de Callado".
O termo pode também ter derivado de "xolo", um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, expressão que, por confusão com o parônimo português, passou a ser conhecida como "xoro" e, finalmente, na cidade, deve ter começado a ser grafada com "ch".
Outros defendem que a origem do termo deve-se à sensação de melancolia transmitida pelas modulações improvisadas de contracanto do violão (também chamadas de "baixarias").
A origem dessa expressão vem do fato de que nas antigas casas comerciais – tabernas, empórios, farmácias – existia um prego onde o comerciante espetava as contas de quem pedia para pagar depois. Quando o freguês retornava para quitar a dívida, o dono tirava os papéis do prego, somava os valores e cobrava. Quer dizer: colocar no prego é colocar no prego mesmo.O Conjunto Fiado Só Amanhã é um grupo de música instrumental formado no ano de 2009 em Belo Horizonte. Composto por músicos interessados na pesquisa e performance da música brasileira, em especial o Choro. O Conjunto é formado por alunos do curso de Ciências da Computação e História da Universidade Federal de Minas Gerais: Henrique Chaves(Bandolim) Raphael de Oliveira(Violão de Sete Cordas) Carlitos Brasil(Pandeiro)